AUTOMÂTOS ELÉTRICOS

Da letra ao ato: construção de autômatos colaborativos a partir de experiências de leituras *

"Poucas pessoas se dão conta do poder que as mãos têm para ajudar a inteligência a aprender"                                                                                                                                                        Rubem Alves

     *Projeto finalista no Desafio Aprendizagem Criativa Brasil 2018

      Como integrar leitura e escrita ao universo maker? Como aliar a experiência passiva da leitura e da escrita a ambientes concretos e ativos de aprendizagem? Numa palavra, como aliar leitura e escrita a projetos "mão na massa"?

Foi a partir desses questionamentos que esse projeto foi proposto: teve, como um dos objetivos principais, a construção colaborativa de autômatos elétricos com o uso de materias não estruturados (sucata) a partir das experiências de leituras feitas em sala de aula. Buscou dialogar arte, ciência, tecnologia, leitura e escrita por meio de desenvolvimento de geringonças eletromecânicas integrando diferentes saberes e diferentes interesses num ambiente “mão na massa” colaborativo nos Laboratórios de Informática juntamente com as experiências e leituras feitas nas aulas na Sala de Leitura pela prof.ª Heliane Bruno com alunos do ensino fundamental II da EMEF Prof. Ana Maria Alves Benetti, da cidade de São Paulo.

O projeto foi desenvolvido em três etapas consecutivas. Na primeira, durante as aulas na Sala de Leitura, os estudantes leram as seguintes obras literárias:

Invenções: Lar – Ideias que mudaram o Mundo /Autor: Graham Jan

Sete Universos Nada Paralelos/Autor: Sony Santos

A Máquina Maluca/Autora: Ruth Rocha

      Tais obras serviram como repertório de base para que os estudantes abordassem e refletissem sobre as complexas relações entre homem e máquina e entre o fascínio das invenções científicas e a dificuldade de dar a elas um uso adequado.

      Na segunda fase, os estudantes, ainda com o acompanhamento da professora da Sala de Leitura, desenvolveram textos e ilustrações tendo como base as experiências de leituras realizadas. Os alunos foram incentivados a esboçarem máquinas ou inventos baseados em hipóteses --- realistas ou não --- e transportarem-na para o papel. As ilustrações e textos produzidos individualmente ou em dupla foram expostos na escola.O 

      Na terceira e última fase, no Laboratório de Informática os estudantes foram divididos em grupos e construíram autômatos que incorporaram engrenagens, LEDs e materiais não estruturados (sucata) para a materialização de suas ideias.

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